quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011


O ano de 2011 foi marcante, com fatos históricos importantes, fatos nunca imaginados e grandes surpresas. O Japão foi sacudido por um forte terremoto, seguido de tsunami e de uma forte explosão nuclear na usina nuclear de Fukushima, no que foi considerada a maior catástrofe da humanidade e do Japão, desde a Segunda Guerra Mundial e as bombas atômicas de Hiroxima e Nagasaki. O episódio provocou a morte de cerca de 20 mil pessoas, a destruição de inúmeras cidades litorâneas, o risco de contaminação nuclear em quase todo o território japonês, sérios problemas econômicos, forte comoção mundial, campanhas internacionais de ajuda na reconstrução do Japão, movimentos internacionais pedindo o fim das usinas nucleares e lembranças da explosão nuclear de Chernobyl. A China ainda não foi abalada com a crise econômica, mantendo seu forte e vigoroso crescimento econômico, chegando-se até a se cogitar a hipótese de a China ser a salvadora da Europa, com a compra de títulos europeus e engordando com seus recursos o fundo europeu de resgate, num gesto histórico. A morte do ditador norte-coreano Kim Jong-il e sua substituição pelo seu filho mais novo Kim Jong-un no país mais fechado do planeta surpreendeu o mundo, gerando fortes incertezas na Ásia acerca de seus futuros desdobramentos. O Mundo Árabe viu surgir a Primavera Árabe, protestos e manifestações populares pedindo a renúncia de seus governos e ditadores e reivindicando a democracia, refletindo o descontentamento da população com líderes há décadas no poder, com a tirania, com a corrupção, com a miséria, com a pobreza e com a injustiça social, fato nunca imaginado nos países árabes. Na Tunísia, houve a renúncia do presidente Ben Ali. No Egito, o presidente Hosni Mubarak teve que renunciar, dando lugar ao governo de uma Junta Militar, que também foi obrigada a renunciar por não promover reformas políticas concretas e mantendo no poder a mesma turma e estrutura deixadas por Hosni Mubarak. Na Líbia, Muamar Kadafi decidiu não entregar o poder, gerando forte repressão aos seus oposicionistas e conflitos entre forças do governo e forças oposicionistas, levando os países ocidentais e a OTAN a intervir militarmente na Líbia em apoio às forças oposicionistas, provocando a derrota de Muamar Kadafi, o fim da ditadura sanguinária de Muamar Kadafi, a mudança da bandeira da Líbia e do regime e o assassinato pela população líbia de Muamar Kadafi. No Iêmen, o presidente Abdulah Saleh, há 32 anos no poder, vinha enfrentando manifestações populares exigindo democracia, sofreu um atentado, foi se tratar na Arábia Saudita e finalmente renunciou. Os protestos se expandiram no Mundo Árabe e tomaram as ruas de Jordânia, Marrocos, Argélia, Arábia Saudita, Mauritânia, Bahrein, Kuwait, Síria, Omã, Qatar e Irã. Agora, fala-se da Síria sofrer pressões do Ocidente, e de uma possível invasão militar em seu território. Vale lembrar que muitos desses governos receberam forte apoio dos Estados Unidos e do Ocidente durante muitos anos, havendo uma mudança de postura diante da Primavera Árabe. A Rússia, do poderoso Vladimir Putin, e de Dmitri Medvedev, viu nascer protestos contra o autoritarismo do governo, os maiores protestos desde a queda da União Soviética e do comunismo. A Europa viveu momentos turbulentos com a crise econômica iniciada em 2008 e que se arrasta até nossos dias, provocando quedas de governos, forte desemprego, manifestações e protestos violentos, muita recessão e aumento da pobreza, no que foi considerado a pior crise econômica desde 1929 e o pior momento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, gerando rumores sobre o fim da União Européia. Os governos de Irlanda, Portugal, Itália, Grécia e Espanha caíram. Fortes protestos sacudiram a Espanha, o Reino Unido, Portugal, Grécia e Itália, ora contra o sistema financeiro, ora contra a classe política e ora contra medidas impopulares e duras anunciadas pelos governos para combater o déficit, tais como as privatizações, o corte do funcionalismo, o congelamento dos salários, as demissões em massa, o corte dos gastos públicos e o aumento das idades das aposentadorias. Os Estados Unidos viveram dois momentos distintos: êxito na sua guerra contra o terror e crise e recessão de sua economia. Em maio de 2011, os Estados Unidos finalmente encontraram e assassinaram o maior terrorista do mundo, Osama Bin Laden, encontrado numa casa no Paquistão, perto de um posto do exército paquistanês, gerando desconfianças e atritos com Islamabad, pondo fim a uma fase da política externa norte-americana iniciada há exatos 10 anos após os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, que culminaram na Guerra no Afeganistão e na Guerra no Iraque, e pondo fim a uma política de hostilidades para com o Mundo Árabe, iniciada após a Revolução Iraniana. Com isso e conforme Barack Obama havia prometido na sua campanha eleitoral, o exército norte-americano pôde retirar suas tropas do Iraque. Os Estados Unidos viram florescer em várias regiões movimentos contra Wall Street, contra o sistema financeiro e os especuladores, refletindo o descontentamento contra a crise econômica e ameaçando a reeleição de Barack Obama, refém de disputas políticas entre Republicanos e Democratas. A América Latina continuou a presenciar a ascensão e inclusive a consolidação da esquerda com as eleições de Ollanta Humala no Peru e Cristina Kirchner na Argentina. No Peru, Ollanta Humala venceu Keiko Fujimori, que representava a volta das políticas de seu pai Alberto Fujimori, com a moderação de seu discurso, distanciamento de Hugo Chávez e a adoção da estratégia usada por Lula para se eleger, de fazer um discurso de esquerda e ao mesmo tempo agradar o mercado e os investidores. Na Argentina, Cristina Kirchner foi reeleita, dando continuidade ao kirchnerismo, iniciado com seu marido falecido Néstor Kirchner. O Chile foi tomado por manifestações de estudantes contra o sistema de educação de cunho neoliberal. Hugo Chávez e Luis Inácio Lula da Silva surpreenderam a imprensa com o anúncio de que tinham câncer. A Noruega e a Bélgica ficaram chocados e horrorizados com ataques cometidos por um homem suicida, louco, que atirou em todo mundo em um lugar público e em seguida se suicidou, assim como os moradores de Realengo no Rio de Janeiro. No Brasil, o governo Dilma Roussef foi marcado durante o ano por inúmeras denúncias de corrupção e que culminaram na queda de sete ministros, um atrás do outro, como uma fileira. Os ministros Antonio Palocci do PT, Alfredo Nascimento do PR, Nelson Jobim, Wagner Rossi, Pedro Novais do PMDB, Orlando Silva do PC do B e Carlos Lupi do PDT, todos herdados do Governo Lula, seja por meio de escolhas políticas e loteamento político e partidário dos cargos entre PT, PMDB, PR, PP, PTB, PC do B, PDT e PSB. Além disso, o governo Dilma Roussef foi caracterizado por um certo afastamento das políticas adotadas no Governo Lula, como ilustram a maior aproximação com a imprensa, a visita do presidente Barack Obama ao Brasil, as nomeações de Gleisi Hoffman, Ideli Salvatti, Celso Amorim, Aldo Rebelo, como ministros após a queda dos ministros herdados de Lula, o engajamento de Dilma Roussef na questão dos direitos humanos no cenário internacional, a adoção de maior austeridade nas contas públicas e a adoção de um estilo mais discreto de fazer política. O Governo Dilma Roussef se prepara para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, mas também gera críticas com a aprovação do Regime Diferenciado de Contratação Pública, que flexibiliza o processo de licitação de obras públicas, facilitando o desvio de dinheiro e a corrupção, e além disso, começa a fazer as suas primeiras privatizações e parcerias público-privadas, muito criticadas pelo PT. O PT lançou a candidatura de Fernando Haddad a Prefeitura de São Paulo em 2012 e ganha força em São Paulo com a maior influência conquistada por Lula na região. Na Oposição, Gilberto Kassab decide criar o PSD, buscando se aliar a base governista, mas sua gestão em São Paulo piora, sua aprovação cai e o escândalo do Controlar minam seu futuro político. O DEM sofre a maior perda de seus quadros para o PSD, tenta sobreviver revendo seus princípios com a adoção de um discurso mais a direita e lançando a pré-candidatura de Demóstenes Torres a presidente. O PSDB segue profundamente dividido, com José Serra enfrentando forte rejeição em São Paulo, com pouco empenho como partido de oposição por parte de seus principais líderes José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves, reformulando seu programa de governo e com muita indefinição quanto a disputa das eleições para a Prefeitura de São Paulo em 2012, com até sete pré-candidatos. Marina Silva abandonou o Partido Verde e decidiu lançar um movimento independente em defesa do meio ambiente. No PMDB, Sérgio Cabral ganha força com a prisão do traficante Nem e com melhorias nas favelas do Rio de Janeiro ocupadas pelas UPPs, Gabriel Chalita deve disputar as eleições para a Prefeitura de São Paulo em 2012 e o fisiologismo continua forte. Em 2011, o Corinthians foi o campeão do Brasileirão no dia em que o doutor Sócrates faleceu. O técnico da seleção brasileira Mano Meneses decepcionou e ainda não agradou a torcida brasileira. O craque Ronaldo decidiu se aposentar e pendurar as chuteiras. No mundo dos artistas, Reinaldo Gianechinni surpreendeu a todos com o anúncio de que tinha câncer, Zezé de Camargo e Luciano assustaram a todos ao anunciar o fim da dupla, mas tudo não passou de um alarme falso e os cantores Luan Santana, Paula Fernandes e Michel Teló brilharam em 2011, o ano do sertanejo universitário. Enfim, 2011 passou, foi rápido, turbulento, agitado e foi um ano marcante e histórico, com grandes surpresas para a Humanidade. Que venha um 2012 repleto de boas notícias e boas manchetes. Feliz Ano Novo!

Opinião Política – Novela Coreana




A morte do ditador da Coréia do Norte, um dos regimes mais fechados do mundo, Kim Jong-il, por infarto, despertou apreensão internacional, especialmente na Ásia, quanto aos seus rumos e mistério quanto a sua sucessão no poder. Vale lembrar que a Coréia do Norte mantém um programa nuclear, inclusive tem bombas atômicas, fez testes com explosões nucleares em 2006 e 2009, vive provocando e ameaçando atacar a Coréia do Sul e o Japão, é isolada da comunidade internacional, é uma ditadura comunista totalitária e até então mantinha um homem louco no poder. Kim Jong-il era um ditador totalitário, adorava luxo e as coisas boas do Ocidente enquanto deixava a população norte-coreana na pobreza e passando fome, era considerado um deus, um ser divino, usava um óculos fundo, cabelo espetado e roupas esquisitas, era bizarro, ficou 17 anos no poder, era filho de Kim ll-sung, que comandou a Coréia do Norte por mais de 46 anos, e agora deve entregar o poder para seu filho mais novo Kim Jong-un, dividindo-o com seu tio e os militares. O regime de Pyongyang recentemente tem usado seu programa nuclear como arma política, como instrumento de dissuasão e para obter ajuda internacional, uma vez que sempre desenvolve secretamente seu programa nuclear, se faz descobrir pelo mundo, anuncia que desenvolveu secretamente seu programa nuclear, assustando o mundo, provoca e ameaça atacar Coréia do Sul e Japão, faz acordo com Estados Unidos recebendo ajuda internacional em troca da promessa de desmontar seu programa nuclear, descumpre a promessa e continua desenvolvendo secretamente seu programa nuclear, se faz descobrir pelo mundo novamente, anuncia que desenvolveu secretamente seu programa nuclear, assustando o mundo, provoca e ameaça atacar Coréia do Sul e Japão, faz novamente um acordo com Estados Unidos recebendo ajuda internacional em troca da promessa de desmontar seu programa nuclear, descumpre a promessa novamente e assim por diante, consistindo assim em uma chantagem. Hoje a Coréia do Norte é uma ditadura totalitária, a mais totalitária do mundo, um dos últimos redutos do stalinismo, adota o comunismo, parou de receber ajuda da União Soviética quando de sua derrocada, é um país falido economicamente, sua população vive na fome, na miséria e na pobreza, é um regime brutal e opressor, que viola os direitos humanos, persegue opositores ao regime, controla totalmente a mídia e a imprensa, mantém campos de trabalhos forçados, mantém prisões obscuras, adota o culto a personalidade, não permite que se tire fotos em seu território, altamente militarizado, tem o quarto maior exército do mundo, com aproximadamente um milhão de soldados, é isolada da comunidade internacional e seu principal e maior aliado é a China. Diferentemente da Coréia do Norte, a Coréia do Sul é uma democracia, tem níveis socioeconômicos iguais ao de países desenvolvidos e europeus, é um tigre asiático, saiu de uma pobreza comparável as nações africanas para se tornar um pólo dinâmico da economia mundial, com alta tecnologia e elevado grau de desenvolvimento econômico. A divisão do Coréia se deu com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, que havia ocupado a Coréia, ficando o norte sob proteção da União Soviética adotando o comunismo e o sul sob proteção dos Estados Unidos adotando o capitalismo e a Guerra da Coréia se deu em 1950 quando o norte invadiu o sul, fato que provocou reação dos Estados Unidos e da ONU que resistiram e se expandiram ao norte, provocando reação da China em apoio ao norte, terminando o conflito, que deixou um saldo de mais de 3 milhões de coreanos mortos, com a assinatura de um armistício entre a Coréia do Norte e a Coréia do Sul em 1953, o que faz com que as Coréias ainda estejam tecnicamente em conflito armado, estabelecendo o paralelo 38o N como fronteira, a fronteira mais militarizada do mundo, na qual há soldados em posição de vigília no caso de um eventual ataque de uma das partes. Eis aí a novela coreana.


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Opinião Política - Tempestade no Iraque







Os Estados Unidos recentemente retiraram as suas tropas do Iraque, pondo fim a um conflito que já durou nove anos. Vale lembrar que a guerra do Iraque teve início em 2003, quando o presidente George W. Bush acusava o regime da Saddam Hussein de desenvolver secretamente armas de destruição em massa e de apoiar a rede terrorista Al Qaeda, de Osama Bin Laden, constituindo o Iraque, o Irã e a Coréia do Norte no Eixo do Mal, dois anos depois dos atentados terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono e logo após a guerra do Afeganistão. Na época a guerra ocorreu sem o aval da ONU, com os protestos da Europa, em especial da Alemanha, sob fortes manifestações nos Estados Unidos e no mundo todo contra a invasão norte-americana ao Iraque e sob a acusação de que os Estados Unidos estavam de olho nos poços de petróleo iraquianos. Os Estados Unidos de George W. Bush tiveram o apoio e a ajuda do Reino Unido de Tony Blair. Em duas semanas de conflito houve a queda do regime de Saddam Hussein, dando lugar a um cenário de caos e guerras sectárias entre diversas facções. No fim de 2003, Saddam Hussein é encontrado pelas tropas norte-americanas escondido em um buraco e logo é enforcado. Logo começa uma fase marcada por conflitos sectários e ataques de grupos insurgentes contra a ocupação norte-americana, chegando os Estados Unidos, em 2007, no auge destes conflitos, a terem mais de 170 mil soldados espalhados por 55 bases através do território iraquiano, deixando um saldo de pelo menos 119 mil mortes, sendo 4.500 mortes de soldados norte-americanos e 100 mil mortes de iraquianos, a maioria civis, sem nenhum envolvimento nos conflitos, um custo de US$ 800 bilhões de dólares aos cofres norte-americanos, cenas de sangue e violência, cenas de caixões de soldados norte-americanos mortos estampadas nos jornais, desconfianças do Mundo Árabe e no fim foi descoberto que a acusação de George W. Bush de que o regime de Saddam Hussein desenvolvia armas de destruição em massa era falsa. Em meio ao conflito, foram divulgadas fotos chocantes e escandalosas de abusos, humilhações e torturas cometidos por soldados norte-americanos contra prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib, chocando o mundo. Com a guerra do Iraque e seus efeitos houve a perda de prestígio do primeiro-ministro britânico Tony Blair e que culminou no fim de sua carreira política no Reino Unido. Nos Estados Unidos, George W. Bush perde a popularidade e o prestígio, tanto que durante as eleições de 2008, os Republicanos perdem para os Democratas e Barack Obama, que durante a campanha eleitoral prometeu a retirada das tropas norte-americanas do Iraque, é eleito presidente dos Estados Unidos, tornando-se o primeiro negro eleito para o cargo de homem mais poderoso do mundo. Assim, a saída das tropas norte-americanas do Iraque se deu sob uma cerimônia em Bagdá, na qual a bandeira dos Estados Unidos foi descida e encaixotada na presença do secretário de Defesa, dentro do prazo acertado entre Washington e Bagdá, com a permanência de 150 militares norte-americanos responsáveis pela segurança da embaixada dos Estados Unidos e pela coordenação com as forças de segurança iraquianas, com um Iraque economicamente devastado e sujeito a ataques de grupos armados e sob a névoa da guerra.








Esporte - Democracia Corintiana



O Corinthians, da torcida Gaviões da Fiel, venceu o Campeonato Brasileiro de 2011 e se tornou pentacampeão do torneio. Foi uma vitória emocionante e repleta de simbolismo. O Corinthians dependia do resultado da partida entre Vasco e Fluminense e de um empate entre os dois times para se tornar campeão e há uma partida, na semana anterior a última rodada do Campeonato Brasileiro de 2011, seu título escapou pelas mãos nos acréscimos do segundo tempo quando o Vasco marcou o gol sobre o Fluminense, fazendo 2 a 1, adiando seu título. Na última rodada do campeonato, o Corinthians empatou em 0 a 0 com o seu maior rival, o Palmeiras, e ficou em primeiro lugar no campeonato com 71 pontos, contra 69 pontos do segundo lugar, o Vasco, que havia empatado com o Flamengo na mesma rodada. No mesmo dia da vitória e festa corintiana, o craque doutor Sócrates, o Doutor ou o Magrão, um dos maiores ídolos do Corinthians, faleceu vítima de cirrose por excesso de álcool, seu maior vício, fazendo com que o título de campeão fizesse parte de sua homenagem por parte do Corinthians e dos corintianos. O técnico Tite fez um bom trabalho no Corinthians ao fazer do Corinthians o líder do campeonato durante 27 rodadas, a melhor defesa com 36 gols sofridos, o melhor saldo de gols com 17 gols marcados e agora pentacampeão brasileiro. Assim, os torcedores do Corinthians puderam levantar a taça em pleno Pacaembú com 40 mil presentes, fazer a festa São Paulo e Brasil afora, como uma legítima Democracia Corintiana e falar e falar e falar muito, como diria seu Tite.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Opinião Política - Dilemas da Europa


A Europa tem vivido dias turbulentos recentemente que culminaram nas quedas e derrotas dos governos da Itália, a terceira maior economia da União Européia, da Grécia e da Espanha. Na Itália, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi renunciou ao governo e em seu lugar foi nomeado o técnico Mario Monti. Na Grécia, o primeiro-ministro George Papandreou renunciou ao governo e em seu lugar foi nomeado Lucas Papademos. Na Espanha, em suas eleições parlamentares, o partido governista PSOE de esquerda com Alfredo Rubalcaba foi derrotado pelo partido oposicionista PP de direita com Mariano Rajoy. Todos eles anunciaram logo no início que vão tomar medidas impopulares, duras e rigorosas para combater o déficit fiscal, com medidas de austeridade fiscal, como o congelamento dos salários, reajustes na idade de aposentadoria, corte do funcionalismo, privatizações, corte de gastos. A crise ameaça afetar a França, a Alemanha e a Holanda e, além disso, surgiram rumores de que algumas agências de classificação de risco estudam a possibilidade de rebaixar as notas de 16 países da União Européia, agravando mais ainda a crise. Com o temor de que a União Européia entre em declínio, os governos europeus decidiram criar um acordo europeu que prevê maior controle sobre as contas públicas e punição automática para quem não controlar o déficit e a dívida. No entanto, o acordo foi rejeitado pelo Reino Unido, integrante da União Européia, mas que não adota o euro como moeda, assim como a Suécia e a Dinamarca, tendo a libra esterlina como moeda nacional, pondo mais incertezas no cenário europeu.

Opinião Política - Primavera Árabe Segue Quente




Novos abalos tiveram lugar no Mundo Árabe recentemente com o assassinato do líbio Muamar Kadafi, a renúncia do iemenita Ali Abdullah Saleh e a renúncia do governo militar do Egito. Na Líbia, Muamar Kadafi foi encontrado pela população líbia escondido em um buraco e logo foi capturado e assassinado, tendo seu corpo sido arrastado nas ruas, refletindo o descontentamento popular com a tirania, a brutalidade e a crueldade de seu regime, fazendo o mundo se ver livre de mais um ditador sanguinário. No Iêmen, os protestos e manifestações exigindo democracia e reformas políticas se intensificaram tanto, ate que o presidente Ali Abdullah Saleh decidiu renunciar ao poder. No Egito, os protestos e manifestações que derrubaram o ditador Hosni Mubarak voltaram a tomar as ruas do país, desta vez exigindo a renúncia da Junta Militar que passou a ocupar o poder deixado por Hosni Mubarak e a governar o Egito, mas que não promoveu nenhuma reforma política concreta e efetiva, não alterou a cúpula do poder e mantiveram as mesmas estruturas de poder deixadas por Hosni Mubarak, culminando na renúncia da Junta Militar e na promessa de entrega do poder aos civis. Na Síria do ditador Bashar Al Assad, a repressão aos protestos e manifestações exigindo democracia segue forte, intensa, brutal, violenta e sanguinária, com o assassinato de mais cinco mil pessoas, consistindo em genocídio, abuso e violação dos direitos humanos, gerando sanções econômicas, críticas internacionais e o seu isolamento da comunidade internacional e provocando a ameaça por parte das potências ocidentais de intervenção militar em território sírio. Assim, a Primavera Árabe segue quente, firme e forte, trazendo bons ventos e sinalizando um sol no horizonte, uma luz no fim do túnel.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Opinião Política – Primavera Russa


A Rússia foi recentemente sacudida por inúmeros protestos denunciando fraudes em suas eleições parlamentares. Trata-se de uma reação quanto a uma série de eventos que vem ocorrendo na Rússia desde a chegada de Vladimir Putin ao poder, que inaugurou um período marcado pelo forte autoritarismo, lembrando os tempos dos czares, do stalinismo e do comunismo. Como se sabe, durante o governo Putin houve a perseguição da imprensa, inclusive com o assassinato de jornalistas, restrições a democracia, repressão a manifestações, prisão de opositores políticos, o fim das eleições diretas para governadores, a estatização das companhias de petróleo e gás, a censura e controle dos meios de comunicação e a centralização do poder. Na área internacional, o governo Putin foi marcado por conflitos e repressão violenta na Chechêna, guerra contra a Geórgia pelo controle da Abkházia e da Ossétia do Sul, interrupção do fornecimento de gás para os países europeus, rusgas com os Estados Unidos e o Ocidente, disputas com os norte-americanos por influência nas ex-repúblicas soviéticas, ameaças de retaliação contra a Europa em face da instalação do sistema antimíssil e interferências políticas nas ex-repúblicas soviéticas, lembrando os tempos de Guerra Fria. Por outro lado, o governo Putin recuperou o orgulho nacional russo, fez a economia russa experimentar um forte crescimento econômico, puxado pela elevação dos preços dos commodities, principalmente o petróleo e o gás, recuperou a economia russa da crise deixada por Boris Ieltsin, quebrou os monopólios de grupos privados, recuperou a ordem e fez a Rússia voltar a ter papel de destaque e de potência no cenário internacional. Disso tudo, resultou sua alta popularidade entre os russos, que lhe deram dois mandatos consecutivos de presidente da República, elegeram seu sucessor político e indicado Dmitri Medvedev, que lhe nomeou primeiro-ministro e pretendem reelegê-lo presidente da República em 2012. Os protestos, apesar da recuperação russa, são sinais de que a população quer mudanças, mesmo que tímidas.